Quarta feira a noite e vamos lá até San Cristobal na Venezuela para enfrentar o time do Deportivo Tachira em jogo válido pela primeira rodada da Copa Santander Libertadores de 2011
Era nosso primeiro jogo no torneio, lembrando que ainda no nosso grupo já teve o jogo entre Nacional (PAR) 1×2 Cruz Azul (MEX) no qual pôs o time mexicano como líder do nosso grupo.
Jogo que prevíamos quer seria um pouco complicado mas seria possível para o time do povo jogar.
Estádio arrumadinho, a torcida não teve dificuldade para entrar, mas como sempre teve um pequeno auê.
Times em campo, perfilados, execução do Hino Nacional Venezuelano, a tradicional foto que ninguém sabe para onde vai e vamos que vamos que vai rolar a bola.
Começa o jogo, o time do povo parece jogar em casa, começa a impor seu ritmo de jogo, a se impor, criava, criava, mas não finalizava bem e não chegava a ter muito perigo ao gol do time venezuelano ai começa festival de problemas.
Novamente, criávamos, criávamos e não finalizávamos direito, até que aos 21 minutos do primeiro tempo, teve uma cobrança de lateral, a bola é jogada para dentro da área e ai, o Sr. Chicão ao invés de tirar de cabeça resolve por o calcanhar na bola, resultado? A bola bate no jogador Herrera do time do Deportivo Tachira e sai o gol deles.
Agora eu queria perguntar para o Julio Cesar que tanto defendo, porque diabos ele foi sair do gol para tentar abafar a bola, sendo que era mais lance do Chicão do que dele.
Pelo amor.
Depois disso, tivemos somente uma boa jogada pelo lado direito com Alessandro recebendo a bola e cruzando e Emerson chutando fraco.
Depois disso, o time morreu, não sei se sentiu o gol, se ficou pensando ou que aconteceu, mas o time não fazia mais nada, não que o Tachira tenha feito algo para nos atrapalhar, mas simplesmente deu um branco ao time.
Nosso melhor lance foi uma cabeçada na trave do Danilo, que subiu bem em um cruzamento do Jorge Henrique, mas foi somente isso.
Acaba o primeiro tempo vamos para o intervalo com um revés no placar e ficamos pensando na vida.
Voltam os times, nosso líder Adenor não mexe no time e ficamos com a mesma formação inicial e passado um tempo, Tite resolve mexer no time. Saca de uma vez, Emerson e Liédson, coloca Alex e Elton.
E vou dizer algo, alguém precisa benzer o Liédson, porque o cara anda em uma uruca brava este ano. É o 7° jogo dele e ele somente fez um gol no amistoso entre Flamengo (RJ) 2×2 Corinthians lá em Londrina (PR).
E não muda nada, continuávamos a não criar, Soneca, quer dizer, Danilo voltou a dormir em campo, Jorge Henrique em uma marra desgraçada e o time do povo, criava uma chance ou outra e o pior, aos 26 minutos do segundo tempo (eu sei o horário porque olhei no relógio) o time deles encaixa um bom contra-ataque e a nossa linha burra falha, Fábio Santos que estava sabe-se-lá-Deus-onde fica moscando, o cara recebe a bola nas costas dele e cruza e ACERTADAMENTE o bandeira marca impedimento a favor do time do povo, antes o Julio Cesar havia feito uma baita defesa.
Depois disso, ao invés do time do povo criar, não criávamos nada. Tinhamos dois meias (Alex e Danilo) e não saia nada dos pés dele de útil.
Nossa melhor jogada foi uma com Leandro Castan lá na frente que o mesmo não conseguiu concluir.
E nosso líder resolve novamente mexer no time, saca Jorge Henrique e coloca William e o time não muda em nada.
Mas o time do Corinthians tem uma mística desgraçada, nosso líder Adenor tem uma sorte monstruosa e aos 46 minutos de jogo, falta para o time do povo bater e aleluia, Alex acertou um cruzamento e Ralf empata o jogo para o time do povo.
Foi um empate com gosto de vitória? Sim, talvez, quem sabe, mas é dose. O time do povo jogou de maneira totalmente irregular, não jogamos bem, fizemos uma partida pífia e talvez com uma soberba danada por se tratar de um clube da Venezuela, mas não tem mais bobo no futebol, os caras se matam contra times brasileiros, mas não podemos dizer o mesmo do time do Deportivo Tachira.
Se o time deles jogar no Brasil se arrebenta.
O time do povo tem sérios problemas, precisamos urgentemente de um lateral direito, um lateral esquerdo e várias caixas de vela para acender para todos os santos, entidades ou seja lá qual for sua religião Corinthiano porque se Ralf e Paulinho tiverem uma diarreia brava, estamos fudidos.
Dependemos muito deles e eles são fundamentais no esquema do Tite.
O que tenho a dizer de péssimo mesmo é a atitude de alguns seres humanos que dizem que “são corinthianos” e ao invés de assistirem o jogo do time do povo, ficam em redes sociais metendo o pau, falando mal de time, e que o time não estar jogando bem é culpa da síndrome de libertadores e o mais grave ainda é o corintiiano bancar o imbecil e embarcar nessa história.
Vamos por partes.
Esse ano em todos os jogos o time do povo saiu atrás no placar sabe o que a aconteceu? Uma dificuldade enorme para conseguir reverter ou empatar o jogo.
Só vocês se lembrarem do jogo contra o Bragantino e Mirassol o sufoco que foi.
Todos os jogos do time do povo, desde que o Adenor começou a treinar o time, são dessa maneira, com este jeito de jogar, não tem o que falar, não tem o que dizer.
O time é este e pronto.
Foi um bom resultado porque não perdemos, mas o futebol nosso precisa melhora e digo novamente, para ser bem repetitivo.
Precisamos de dois laterais urgentes e que Douglas esteja mais acordado que o Alex e Danilo, porque ter três meias com sono vai ser o orifício corrugular da cobra.
E vai Corinthians e vamos que vamos de volta para nossa terra, porque na Venezuela a única coisa que presta são as mulheres.
DEPORTIVO TÁCHIRA-VEN 1 x 1 CORINTHIANS
Local: Estádio Pueblo Nuevo, em San Cristóbal (Venezuela)
Data: 15 de fevereiro de 2012, quarta-feira
Horário: 22 horas (de Brasília)
Árbitro: Wilmar Roldán (Colômbia)
Assistentes: Humberto Clavijo e Wilmar Navarro (ambos da Colômbia)
Cartões Amarelos: Clavijo, Villafraz, Rivas e Chacón (Deportivo Táchira); Alessandro (Corinthians)
Gols:
DEPORTIVO TÁCHIRA: Herrera, aos 21 minutos do primeiro tempo.
CORINTHIANS: Ralf, aos 48 minutos do segundo tempo.
DEPORTIVO TÁCHIRA:
Rivas; Chacón, Ángel, Rouga e Clavijo; Guerrero, Villafraz, Casanova, García (Martorell) e Chourio (Zapata); Herrera (Arocha).
Técnico: Jaime de la Pava
CORINTHIANS:
Julio Cesar; Alessandro, Chicão, Leandro Castán e Fábio Santos; Ralf, Paulinho e Danilo; Jorge Henrique (Willian), Emerson (Alex) e Liedson (Elton)
Técnico: Tite
-23.526828
-46.568550